segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Saiu hoje na página do Opinião do Jornal Vale dos Sinos

O ASSUNTO DESTE ARTIGO É MUITO SÉRIO! O artigo foi escrito em 3/8/14 e foi publicado dia 1/09/14.


Nascemos para sermos felizes!



Artigo Bióloga e Professora : Débora Cristina Schilling Machry
A vida de muitos estudantes é atormentada por outros estudantes. O jovem pode incomodar sem saber que incomoda. Os motivos são fúteis: ser estudioso, gordo, magro, organizado, bonito, feio e etc. Nas escolas em que trabalhei, o aluno novo, que custava a se entrosar entre os colegas sofria bullying. Também haviam aqueles que já eram clientes antigos da violência velada. Quando percebia, e tentava entrar num diálogo, entre o agredido e o agressor, para mudarem suas atitudes, notava que a vítima procurava agradar o agressor para não sofrer mais. Quando o agressor descobre o medo nos olhos da vítima, ele tira sua liberdade com brutalidade para não perder “o brinquedinho”, se faz de “bonzinho” sempre que quer reiniciar o ciclo de violência.
Alguns responsáveis por estes jovens,estavam alienados aos acontecimentos. Esses adolescentes ou crianças ficavam cada vez mais tristes. Alguns abusados sofriam deste drama e por medo não relatavam nada do que sofriam. É muito importante que o assediado não acredite que ele é o vilão da história. Se a vítima demonstra que tem horror, daí sim, o agressor se fortalece.
É vital que o vitimado seja protegido e tenha confiança nos seus professores, equipe diretiva, pais para  descrever as violências que vem sofrendo. Ninguém veio para o mundo para sofrer, estamos aqui para sermos felizes. Bullying é caso de polícia, pode levar a graves consequências.
O agressor muitas vezes é agredido em casa e também é vítima, no entanto isso não justifica as crueldades causadas à outras pessoas. Fugir dos problemas não é a solução, é necessário encarar. Pense: existem várias formas de se alcançar a felicidade, as omissões ou mentiras para evitar os assédios só dão mais força à maldade.
Se você conhece ou sofre com perversidades  escolares, converse com alguém, não tenha medo. O medo é o “tônico revigorante” do perverso. Você nasceu para ser feliz e ninguém tem o direito de estragar esta realidade. Não tenha pavor, nem congele diante das dificuldades. Tenha coragem. Você, que sofre violência, precisa enxergar e acreditar que é uma pessoa bonita, cheia de qualidades, forte, que está passando por uma fase que vai terminar: demonstre sua bravura, se preciso vá às autoridades competentes e relate.
E você responsável, pai, professor, diretor,... acorde para as mudanças de comportamento deste filho, educando, aluno. Se a alienação for muito grande o violentado pode se tornar um novo agressor ou um paciente fatal.
Para você que tem um amigo que sofre na escola, ajude-o, não finja que nada está acontecendo. Isto é muito sério!

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